......Primeiros poços de petróleo
As jazidas de petróleo mais recentes do planeta têm cerca de 10 milhões de anos, e as mais antigas têm cerca de 400 milhões de anos. O primeiro poço de petróleo do mundo foi perfurado na Pensilvânia, no ano de 1859.A perfuração pioneira foi feita com um equipamento semelhante a um bate-estaca. O coronel Edwin L. Drake foi responsável por esta proeza, e conseguiu extrair 19 barris de petróleo por dia.
No Brasil, o petróleo foi descoberto pela primeira vez em Lobato, na Bahia, em 1939. O combustível foi encontrado por Oscar Cordeiro e Manoel Inácio Bastos, que iniciaram a perfuração do poço DNPM-163.
Pesquisas indicam que, caso a exploração de petróleo continue no ritmo que está hoje, o produto só vai durar mais 40 anos. Atualmente, os poços de petróleo explorados no mundo têm uma reserva total de 1,2 trilhão de barris, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP). O nível de exploração e produção é de cerca de 81 milhões de barris por dia.
......Petróleo em Sergipe
O marco da história do petróleo em Sergipe foi a descoberta do campo de Carmópolis, em 1963, o primeiro a mostrar que o petróleo brasileiro não seria só baiano. O poço 1-CP-1-SE teve a perfuração iniciada a 1 de agosto de 1963. Quinze dias depois, viria a confirmação: estava descoberto um dos maiores campos petrolíferos da América Latina, com um volume total de óleo no reservatório de 1,3 bilhão de barris. Em 43 anos de operação foram perfurados 1.617 poços no campo e extraídos 303,716 milhões de barris de petróleo. A urgência em aumentar a produção nacional dava ares de odisséia ao transporte do petróleo de Carmópolis até a Refinaria Landulpho Alves, na Bahia. O percurso, num precário sistema de escoamento, era feito primeiro por ferrovia, depois por caminhão-tanque e via férrea, simultaneamente. Em 1966, foi inaugurado o terminal provisório próximo ao porto de Aracaju, permitindo que o petróleo passasse também a ser transportado por caminhões-tanque, diretamente de Carmópolis até o porto da capital sergipana. Os engenheiros e operários que o construíram logo o batizaram de Temarra, ou terminal feito na marra.
Hoje, Sergipe tem 1.550 poços em terra, que produzem 33.174 barris de petróleo/dia, dos quais cerca de 70% vêm do campo de Carmópolis, ainda um dos maiores campos terrestres do País. Se for considerada a produção total do Estado, em terra e no mar, de 44.192 barris/dia, Carmópolis responde por 52% do volume. Primeiro produtor de petróleo no mar – o campo de Guaricema, descoberto em 1968 –, Sergipe mantém o pioneirismo, com a instalação da primeira plataforma de casco redondo do País, nas águas profundas do campo de Piranema. A unidade foi afretada pela Petrobras para produzir 30 mil barris diários de petróleo leve, de excelente qualidade, e deverá chegar ao Brasil em setembro, proveniente da Holanda.
......Brasil
- “O petróleo é nosso”
É uma frase que se tornou famosa ao ser pronunciada, por ocasião da descoberta de reservas de petróleo na Bahia, pelo então presidente da república Getúlio Vargas e que, mais adiante, se tornou lema da Campanha do Petróleo, patrocinada pelo Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e promovida por nacionalistas, que culminou na criação da empresa petrolífera nacional, a Petrobras. Após tornar-se famosa, historiadores descobriram que a frase foi criada por Otacílio Rainho, professor e diretor do Colégio Vasco da Gama, no Rio de Janeiro, um marqueteiro casual.
Entre a primeira concessão para exploração de petróleo no Brasil e a criação da Petrobras, em 1953, decorreram 89 anos. O país assistiu à polêmica entre o escritor Monteiro Lobato e o governo Getúlio Vargas - resumida na famosa Carta a Getúlio.
O Brasil dividiu-se, então, entre os nacionalistas e os defensores do capital estrangeiro
(apelidados pejorativamente de entreguistas por seus opositores). A Campanha do Petróleo resultou vitoriosa, com a criação da Petrobras.
......O Escândalo do Petróleo
Em 1936, diante dos obstáculos impostos pelo governo Vargas à exploração de petróleo, Monteiro Lobato lançou O Escândalo do Petróleo, no qual acusava o governo de "não perfurar e não deixar que se perfure". O livro esgotou várias edições em menos de um mês.
O Escândalo do Petróleo foi censurado em 1937 por Getúlio Vargas, no mesmo ano em que o escritor lançou O Poço do Visconde. Na obra supostamente infantil, diz que "ninguém acreditava na existência do petróleo nesta enorme área de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, toda ela circundada pelos poços de petróleo das repúblicas vizinhas". Monteiro Lobato acaba sendo preso em 1941, ironicamente por uma ordem partida do General Horta Barbosa, que mais tarde seria um dos líderes da Campanha do Petróleo.
......Descoberta de Petróleo
Em 1938, o governo decidiu explorar um poço em Lobato, bairro de Salvador, na Bahia, e técnicos constatam a existência de petróleo. É criado o Conselho Nacional do Petróleo, e as jazidas minerais passam a ser consideradas propriedade estatal.
Em 1941, foi descoberto o primeiro poço de exploração comercial, em Candeias, no Recôncavo Baiano. De 1939 a 1953, foram perfurados 52 poços no país, descobrindo-se vários campos para a exploração. Contudo, no início da década de 1950, o Brasil ainda importava 93% dos derivados que consumia.
- Crise do petróleo
A crise do petróleo teve início quando se descobriu na década de 1970 que o recurso natural não é renovável. Em decorrência disto ou utilizando o fato como pretexto, o preço do petróleo sofreu muitas variações a partir de tal década, marcando efetivamente cinco momentos de crise do produto.
O petróleo foi descoberto ainda no século XIX, mas desde momento tornou-se fundamental e presente ativamente na vida da sociedade. O produto se tornou precioso e passou a ser chamado de “ouro negro”, já que os felizardos por descobrir poços de petróleo enriqueciam-se demasiadamente, tamanho o mercado consumidor que se estruturou em torno do recurso natural. O desenvolvimento da sociedade industrial e de consumo ampliou mais ainda os lucros obtidos com o petróleo.
No Golfo Pérsico o petróleo foi descoberto em 1908 no Irã, devido ao forte atrativo pelo “ouro negro” e pela grande reserva descoberta, a região passou a ser explorada e visada estrategicamente por países do mundo todo.
No ano de 1960 aconteceu um encontro em Bagdá reunindo os cinco principais países produtores de petróleo do mundo, dos quais quatro eram da região do Golfo Pérsico: Arábia Saudita, Iraque, Irã, Kuwait e Venezuela. Apenas este último país representava a América do Sul. No encontro os participantes acordaram pela criação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), a intenção era de protestar contra o achatamento do preço do barril de petróleo praticado por um grupo de empresas petroleiras ocidentais, chamado de “sete irmãs”. Este grupo envolvia as empresas Standart Oil, Royal Dutch Shell, Móbil, Gulf, BP e Standart Oil da Califórnia.
Na década de 1970 descobriu-se que o petróleo é um recurso natural não renovável. Estima-se que em 70 anos o produto se esgote. Tal descoberta fez o preço do produto se alterar, fazendo-o triplicar no final de 1977. A OPEP já vinha diminuindo a oferta de petróleo desde sua criação para alcançar os objetivos que tinha traçado e por causa disso uma série de conflitos ocorreram com os países árabes integrantes da OPEP. Os conflitos foram: a Guerra dos Seis Dias, em 1967; a Guerra do Yom Kippur, em 1973; a Revolução Islâmica no Irã, em 1979 e a Guerra Irã-Iraque, a partir de 1980.
Em apenas cinco meses, entre outubro de 1973 e março de 1974, o preço do petróleo aumentou 400%, causando reflexos poderosos nos Estados Unidos e na Europa e desestabilizando a economia por todo o mundo. É Justamente este momento que coincide com o fim do milagre econômico ocorrido na ditadura militar no Brasil. A crise do petróleo que barrou os altos índices de crescimento do Brasil foram fundamentais para a população começar a se rebelar contra o regime militar no país, fazendo aumentar as críticas e transparecer os abusos que o governo encobria ao longo dos anos com a máscara do crescimento nacional. Mas antes dessa crise houvera outra. São identificados cinco momentos na história mundial de crise do petróleo.
O primeiro deles ocorreu em 1956 quando o presidente do Egito nacionalizou o Canal de Suez que era de propriedade de uma empresa Anglo-Francesa. A medida fez com que o abastecimento de produtos nos países ocidentais fosse interrompido, o que causou aumento no preço do recurso natural.
O segundo momento foi o relatado acima, de 1973, como via de protesto ao apoio que os Estados Unidos davam a Israel durante a Guerra do Yom Kipur. No qual os países membros da OPEP supervalorizaram o preço do petróleo.
O terceiro ocorreu durante a crise política no Irã que desorganizou o setor de produção no país. Logo em seguida à Revolução do Irã, travou-se uma guerra entre o mesmo país e o Iraque que reduziram a produção de petróleo e causaram o aumento do preço do produto no mundo, já que os dois eram os maiores produtores e a oferta do petróleo ficou reduzida no mercado mundial.
Em 1991 teve início a Guerra do Golfo que gerou um novo momento de crise. O Kuwait foi invadido pelo Iraque, os Estados Unidos intervieram no conflito e expulsaram os iraquianos do Kuwait, que antes de sair incendiaram poços de petróleo de tal país causando uma crise econômica e ecológica.
O quinto momento de crise é muito recente, em 2008 movimentos especulativos de escala global fizeram com que o preço do produto subisse 100% entre os seis primeiros meses do ano.
......Oriente Médio
- Petróleo como causa de conflitos
"O controle pelo controle dos recursos naturais voltou ao palco principal da geografia". A afirmação de Michael Klare, titular da cadeira de Paz e Segurança Mundial no Hampshire College e na Amhrest University, nos Estados Unidos, foi feita em seu livro "Resource Wars: the new landscape of global conflict". Klare argumenta que guerras como a do Golfo, a operação no Afeganistão e a anunciada intervenção no Iraque, pelo Estados Unidos, situam-se entre as disputas pelo controle de um recurso natural estratégico e fundamental: o petróleo. Na opinião de Klare, uma boa parte das guerras de conquista e posicionamento estarão marcadas pelo controle geo-estratégico de recursos como os energéticos, os sistemas aqüíferos, minerais e florestais.
Guerras como a do Yom Kippur (1973), Irã x Iraque (1980-1988) ou a do Golfo (1991) são diretamente relacionadas às disputas pelo petróleo por vários intelectuais. Mas nem todos concordam que a causa fundamental seja o petróleo. Para o geógrafo Nelson Bacic Olic, o petróleo foi um dos elementos da Guerra do Golfo, mas não o único. "Saddam Hussein invadiu o Kwait também porque não reconhece que haja ali uma fronteira. A questão é que as fronteiras que conhecemos hoje no Oriente Médio, assim como as dos países africanos, são fronteiras artificiais, que vêm sendo feitas, por exemplo, pelos europeus desde o período colonial", diz Olic. Para ele, outra razão importante para essa guerra, e também para a anterior contra o Irã, é a necessidade do Iraque de uma saída mais ampla para o mar. "A única saída do Iraque é pelo estuário comum entre os rios Tigre e Eufrates, chamado Chatt-El-Arab. Uma das razões dessas guerras foi a tentativa do Iraque de ampliar seu espaço para a exportação", diz o geógrafo, que acredita também que os futuros conflitos no Oriente terão muito menos a ver com petróleo e muito mais com água.
A opinião é de certa forma compartilhada por Saul Suslick, diretor do Cepetro (Centro de Estudos do Petróleo) da Unicamp. Para ele, cada vez mais existe um esforço mundial para uma menor dependência do petróleo. Nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que existe a preocupação de diversificar as fontes de energia, há um estoque de petróleo e seus derivados e uma campanha para explorar petróleo em territórios norte americanos não explorados.
Suslick argumenta que por esse motivo e pela menor importância que o petróleo assume hoje, se comparado a década de 70, dificilmente poderá ocorrer um novo choque nos preços do petróleo. "O petróleo ainda ocupa uma agenda de preocupações, mas cada vez mais os conflitos estarão vinculados a outras questões, como a água, por exemplo,", afirma Suslick.
Para Nelson Bacic, o mundo hoje é menos dependente do Oriente Médio também porque existe uma outra área muito promissora para exploração do petróleo: a região que bordeja o Mar Cáspio. "O Azerbaijão é conhecido atualmente como o novo Kwait. Junto com o Cazaquistão e o Turcomenistão possui mais petróleo que o Golfo Pérsico. A fronteira das regiões produtoras de petróleo está se deslocando para a Ásia Central", diz Bacic.
De acordo com o estudo "Panorama do Petróleo e Gás 2002", realizado pela empresa italiana ENI (Ente Nazionale Idrocarburi), o Iraque é o país com maior disponibilidade de reservas, para um total de 130 anos, seguido pelo Kuwait, com reservas para 123 anos, os Emirados Árabes Unidos, para 105 anos, a Arábia Saudita, para 81 anos, e Venezuela, para 67 anos.
De acordo com a Energy Information Administration, o Iraque, antecipando uma eventual suspensão das sanções econômicas impostas pela ONU e pelos EUA desde o final da Guerra do Golfo, assinou acordos com companhias da Rússia, França e China sobre as reservas potenciais de petróleo e gás, que serão efetivados quando as sanções forem suspensas. Segundo Michael Klare, os dissidentes americanos escolhidos por Washington para liderar o novo regime de Bagdá, após eventual queda do ditador iraquino, ameaçaram cancelar todos os contratos com os países que não auxiliarem na derrubada de Saddam Hussein.. O professor de Paz e Segurança Mundial Michael Klare afirma que o controle sobre as reservas potenciais iraquianas será estratégico no século XXI e prevê, que independentemente dos resultados das atuais inspeções da ONU no Iraque, uma invasão norte americana nesse país ocorrerá no máximo na terceira semana de fevereiro de 2003. Mesmo que existam outros elementos importantes entre os motivos para alguns conflitos, o petróleo, fonte não renovável de energia, continuará sendo na sua história, uma fonte constante de guerras.
- A importância do Oriente Médio no mundo
O Médio Oriente (português europeu) ou Oriente Médio é um termo que se refere a uma área geográfica à volta das partes leste e sul do mar Mediterrâneo. É um território que se estende desde o leste do Mediterrâneo até ao golfo Pérsico.
A economia dos países que compõem o Oriente Médio está vinculada diretamente com a extração e o refino do petróleo. Às vezes, essa é praticamente a única fonte de receita para determinados países. Como a região é constituída basicamente por desertos com climas adversos, impróprio para agricultura, a maior riqueza que eles possuem é, sem dúvida, o petróleo.
Dentre as diversas jazidas de petróleo do Oriente Médio, a concentração maior do recurso está no Golfo Pérsico e na Mesopotâmia, os quais juntos possuem cerca de 60% de toda reserva do planeta. Dentre os países do Oriente Médio, os maiores produtores de petróleo são Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrain.
A imensa reserva de petróleo existente no subcontinente, aliada a outros fatores de caráter econômico e político, favoreceram a criação da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), em 1960, que é considerada um dos maiores cartéis do mundo.
É bom destacar que a limitação econômica em relação ao petróleo pode impedir que os países se desenvolvam em outras atividades produtivas, como a industrial. Dessa forma, grande parte das nações do Oriente Médio não é considerada industrializada, salvo Israel que detém índices melhores em relação a seus vizinhos. O que deve ser levado em conta é o esgotamento de recursos minerais, em que o petróleo está inserido, pois assim, quando as jazidas se findarem, as economias que dependem da atividade vão ingressar em um colapso econômico.
......Venezuela
- OPEP
Foi criada em 14 de setembro de 1960 como uma forma dos países produtores de petróleo se fortalecerem frente às empresas compradoras do produto, em sua grande maioria pertencentes aos Estados Unidos, Inglaterra e Países Baixos, que exigiam cada vez mais uma redução maior nos preços do petróleo.
Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP ou, pelo seu nome em inglês, OPEC) é uma organização internacional criada em 1960 na Conferência de Bagdá que visa coordenar de maneira centralizada a política petrolífera dos países membros, de modo a restringir a oferta de petróleo no mercado internacional, impulsionando os preços, o que até então era evitado em parte devido à ação das sete irmãs.
A OPEP é o exemplo mais conhecido de cartel, conforme descrito por José Rodrigues dos Santos em O Sétimo Selo: seu objetivo é unificar a política petrolífera dos países membros, além de ser o único Cartel legalizado do mundo, centralizando a administração da actividade, o que inclui um controle de preços e do volume de produção, estabelecendo pressões no mercado.
- Hugo Chávez
Hugo Chávez elegeu-se presidente em 1998, encerrando os quarenta anos de vigência do Pacto de Punto Fijo (firmado em 31 de outubro de 1958, entre os três maiores partidos venezuelanos) com uma campanha centrada no combate à pobreza. Reelegeu-se, vencendo os pleitos de 2000 e 2006.
No final de fevereiro de 2002, Chávez decidiu demitir os gestores da companhia estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) e substituí-los por pessoas da sua confiança. Em protesto, e para tentar forçar a saída do presidente, seus opositores se apoderaram do controle dos poços de petróleo. A PDVSA controla 95% da produção venezuelana, operando 14.800 poços de petróleo. Metade deles foi paralisada devido à greve dos trabalhadores da empresa.
O descontentamento com a liderança de Chávez começa a atingir alguns sectores do exército e antigos apoiantes o abandonam, como Luis Miquilena um dos fundadores do partido. A CTV decide convocar uma nova greve, em solidariedade com os gestores demitidos da PDVSA.
A greve foi convocada para o dia 9 de abril de 2002 e deveria ter a duração de dois dias, mas acabou por se prolongar.O petróleo é a maior riqueza da Venezuela, e responde por 90% de suas exportações, 50% de sua arrecadação federal em impostos, e 30% do seu PIB.
Os maiores importadores de petróleo venezuelano foram, em 2006, Bermuda 49.5% (paraíso fiscal, presumíveis re-exportações.), Estados Unidos 23.6%, e Antilhas Holandesas 6,9% (paraíso fiscal, presumíveis re-exportações.).
Apesar das riquezas geradas pelo petróleo, 37,9% da população venezuelana viviam abaixo da linha de pobreza no final de 2005, enquanto que a concentração de renda (medida pelo coeficiente de Gini) era muito alta: em 2003, o índice de Gini da Venezuela foi estimado pela ONU em 48,2, um dos trinta piores resultados no planeta. Países que possuem produção petrolífera muito acima de seu consumo e baseiam sua economia nisso, costumam experimentar a doença holandesa — têm sua riqueza extremamente mal distribuída, geralmente concentrada nas mãos de uma pequena elite, e tendem a não desenvolver outros potenciais econômicos.
......II Revolução Industrial
- II REVOLUÇÃO INDUSTRIAL: A IDADE DO PETRÓLEO
Na Segunda Revolução Industrial, percebemos uma necessidade de novas tecnologias para algum dono de indústria conseguir seus lucros. Na segunda metade do século XIX o modelo industrial começou a sofrer mudanças e aprimoramentos por novidades. A partir de 1870, surgiu uma nova onda tecnológica, a Segunda Revolução Industrial. Mas esse novo ciclo se intensificou nas primeiras décadas do século XX. Essa revolução foi um fenômeno mais dos Estados Unidos do que dos países europeus. Desse momento em diante, o uso do motor à explosão, a energia elétrica, a metalurgia começaram a ter seu uso mais intenso. As suas bases estão nos ramos metalúrgico e químico. O aço torna-se tão básico que é nele que a siderurgia ganha fortificação.
A indústria automobilística passa a ter uma importância nesse período. O sistema de trabalho foi o fordista, criado pelo empresário Henry Ford, que constrói sua indústria de automóveis em Detroit, nos EUA, esse sistema ficou conhecido em todo o mundo industrial. A Ford foi criada no ano de 1920, na qual essa indústria tem sua produção padronizada, em série e em massa.
- Importância como combustível
O petróleo faz parte da base econômica de um país, uma vez que ao deter o controle das reservas petrolíferas, apresenta vantagens competitivas sobre importantes setores da economia interna e da indústria, pela participação no comércio internacional e pela exportação do petróleo, como dos seus derivados.
Atualmente, em nossa sociedade capitalista, o petróleo é sinônimo de riqueza e poder em um país. O petróleo não é apenas um líquido que gera dinheiro! Ele é precioso, pois é necessário para o bem-estar da população, isso porque o petróleo é o que irá gerar diversos produtos para a população mundial, como o diesel, principal combustível de aviões, caminhões, etc.. A eletricidade já era conhecida um pouco antes dessa época, mas tinha seu uso restrito ao desenvolvimento de pesquisas laboratoriais.
Contudo, passou a ser utilizada como um tipo de energia que poderia ser transmitido em longas distâncias e geraria um custo bem menor se comparado ao vapor. No ano de 1879, a criação da lâmpada incandescente estabeleceu um importante marco nos sistemas de iluminação dos grandes centros urbanos e industriais da época. O petróleo, que antes tinha somente uso para o funcionamento de sistemas de iluminação, passou a ter uma nova utilidade com a invenção do motor à combustão. Com isso, ao lado da eletricidade, este mineral passou a estabelecer um ritmo de produção mais acelerado.
Na Revolução Industrial, a utilização do gás e do petróleo como combustíveis e fontes importantes de geração de energia. O carvão mineral começa, aos poucos, a ficar em segundo plano.
A Era do petróleo pode ser tomada como uma segunda revolução industrial, como a Era do carvão correspondeu à primeira, cada uma delas com as suas grandes realizações técnicas e a organização de grandes sectores industriais. À primeira Era associamos a força motriz da máquina a vapor queimando carvão, aplicada a fins fixos nas fábricas, nas minas e na geração de eletricidade ou a fins móveis nas locomotivas e nos vapores. À segunda Era associamos, sobretudo, as aplicações dos destilados do petróleo ou como combustíveis nos transportes rodoviários e aéreos ou como matérias-primas das indústrias petroquímica e química.
Não foi fortuita a circunstância de, entre os países já industrializados, terem sido os EUA o foco desta segunda revolução industrial, pois que era entre eles o único que detinha óbvios e abundantes recursos de petróleo. O forte desenvolvimento tecnológico aplicado principalmente à produção de eletricidade e às indústrias química, farmacêutica e de transportes, fizerem com que o petróleo se torna-se uma importantíssima fonte de energia.
Com isso podemos concluir então que o petróleo é uma grande necessidade e dependência mundial, para as tarefas econômicas do homem em seu dia-a-dia. Entretanto seu consumo exagerado poderá levar a uma grande crise mundial no futuro. Por isso, a cada ano, os governos de diversos países estão empenhados a descobrir novas reservas para suprir a necessidade humana e seu consumo desenfreado. Assim como todo fóssil, o petróleo é finito, um dia poderá acabar, por isso temos que ser conscientes para evitar o exagero. E claro, incentivar a todos o uso moderado ao máximo, para que este recurso mineral dure o máximo possível.
- Pontos positivos e negativos do uso do petróleo nesse período
- POSITIVOS: Com as grandes reservas de petróleo no mundo, ficou muito mais fácil obter energia.O uso dessa fonte como alternativa contribuiu para o avanço da tecnologia.
- NEGATIVOS: A grande importância do petróleo como fonte de energia fez com quê o seu uso cada vez aumentasse. Sua procura se intensificou, e aos poucos, o homem foi trocado por máquinas, por isso passou a trabalhar menos.










Nenhum comentário:
Postar um comentário