A humanidade conhece o petróleo desde a antiguidade, mas foi somente depois da Segunda Revolução Industrial, quando se inventou o motor a explosão, que o petróleo começou a ser utilizado em grande escala. O primeiro poço petrolífero foi perfurado em Titusville, na Pensilvânia em 1859 e a partir daí foi empregado como fonte de energia e combustível para os meios de transportes e como matéria-prima para uma infinidade de produtos.
Hoje, a sociedade moderna é movida pelo petróleo e seus derivados. Praticamente não há atividade econômica que não utilize produtos vindos do "ouro negro".
A larga utilização do petróleo como fonte de energia e matéria-prima ocorreu devido a diversos fatores como seu alto poder calorífico, o fato de ser uma matriz energética em estado líquido, o que facilita seu transporte, o de ser relativamente abundante e possuir vários usos como matéria prima.
......Origem do petróleo
O petróleo resulta da decomposição, ao longo do tempo, de matéria orgânica - resíduos vegetais e animais marinhos, entre outros. Esta matéria orgânica vai-se transformando à medida que é exposta a diferentes pressões e temperaturas, dependendo da profundidade a que se encontra.
Com o passar do tempo as deposições de matéria orgânica vão sendo sujeitas a um aumento de temperatura e pressão, originado pelo peso das camadas de sedimentos depositadas por cima. A transformação da matéria orgânica está assim dividida em quatro fases distintas.
(Conforme informado no conteúdo referente à química).
......Migração primária
A rocha-mãe é uma rocha sedimentar na qual se dá a transformação da matéria orgânica. Com o aumento da pressão e fratura da rocha-mãe, o petróleo flui para as formações geológicas superiores. Chama-se a isto migração primária. Após a saída do petróleo e consequente diminuição da pressão da rocha-mãe, as fraturas são novamente fechadas.
......Migração secundária
Após a migração primária, o petróleo movimenta-se através de formações permeáveis até encontrar uma formação impermeável ou armadilha. A esta movimentação dá-se o nome de migração secundária.
A armadilha consiste na presença de uma camada rochosa selante de baixa permeabilidade que impede migração de petróleo até à superfície, sobreposta a uma rocha reservatório que pode ou não conter acumulação de petróleo. As armadilhas podem ser classificadas como estruturais ou estratigráficas. As armadilhas estruturais são originadas por deformação estrutural da litologia, enquanto que as armadilhas estratigráficas são causadas por uma alteração de litologia em que rochas selantes, tais como o xisto se deposita sobre a rocha reservatório.
![]() |
| Saída do petróleo da rocha mãe para a rocha armazém |
......Foraminífero
As bacias sedimentares são fundamentais no processo de formação do petróleo, resultado do acúmulo de sedimentos – detritos – de matéria orgânica, substâncias químicas de rochas mais antigas e microrganismo marinhas que habitavam os grandes mares antigos na época da pangeia (Permo-Triássico). Conforme os sedimentos vão sendo acumulados na bacia, há aumento da pressão e da temperatura através do núcleo da terra que possui uma temperatura elevada incidindo sobre a matéria já depositada, resultando, ao longo do tempo, na formação do petróleo.
Para tal análise, faz-se necessário compreender qual a relação entre a localização das bacias petrolíferas e a ocorrência de microfósseis nestas regiões.
Diante da importância dos foraminíferos na identificação de bacias de hidrocarbonetos, reforça-se a necessidade de se conhecer e avaliar a potencialidade destes como indicadores dos parâmetros de temperatura, circulação oceânica e produção biológica na reconstrução da história das bacias brasileiras do Atlântico sudoeste.
Vale ressaltar que os foraminíferos se dividem em grupos e estes possuem um número significativo de espécies. Logo, este trabalho pretende identificar os principais grupos foraminíferos utilizados na análise biostratigráfica das bacias sedimentares petrolíferas, além de explicar o processo de biogênese da formação dos hidrocarbonetos, determinado o início da formação das principais bacias sedimentares petrolíferas. Ressalta-se também a necessidade de descrever a caracterização qualitativa e quantitativa de associações de foraminíferos.
Nos últimos anos nota-se um investimento cada vez maior das indústrias petrolíferas no estudo de microfósseis foraminíferos. Isto vem comprovar como a paleontologia tem contribuído para as respostas de algumas destas questões. Nota-se que quando a paleontologia se relaciona com outras ciências tais como a geologia, novas formas de conhecimento de ordem prática são criadas.
O estudo dos microfósseis se torna importante não só na compreensão do processo evolutivo das espécies, mas também na descoberta de novas bacias de petróleo contribuindo e influenciando de forma significativa na economia de regiões e países.
......Teia de conhecimentos
Petróleo: A principal fonte de combustível do mundo contemporâneo
O petróleo é um combustível fóssil, não renovável, de origem orgânica. Ele é o resultado do soterramento de ambientes marinhos (zooplânctons e fitoplânctons) que se acumularam no fundo de oceanos e mares entre 135 e 65 milhões de anos atrás, no período Cretáceo e Jurássico.
Ao longo do tempo a matéria orgânica depositada nos fundos oceânicos foi soterrada por sedimentos. O calor do manto e a pressão das rochas, aliadas ao trabalho de bactérias transformaram esse material em uma substância viscosa de cor escura, composta basicamente de hidrocarbonetos, um composto formado por hidrogênio e carbono, encontrados em bacias sedimentares, normalmente nos oceanos e em terra em locais que já foram fundo de antigos mares rasos e quentes.
......Localização do Petróleo
O petróleo pode ser encontrado em dois lugares geralmente, na camada do pré-sal, no fundo mar, quando está preso entre grandes rochas, e em jazidas de petróleo, abaixo do solo. O Brasil é um dos maiores produtores de petróleo do Mundo, muito por conta da grande reserva denominada Pão de Açúcar, considerada a terceira maior do Mundo, futura grande fonte de lucros internos para o Brasil.
![]() |
| A imagem da esquerda mostra todas as camadas e a profundidade até o pré-sal, onde fica o petróleo, e a direita, mostra a camada do petróleo abaixo do solo e da camada de gases. |
......Localização mundial do petróleo
O Oriente Médio é a região que abriga as maiores reservas mundiais de petróleo (cerca de 65%), com destaque para a Arábia Saudita, que é a maior produtora mundial. Outros locais onde há grande produção de petróleo são: golfo do México, sul dos Estados Unidos, lago de Maracaibo (Venezuela), Sibéria (Rússia), golfo de Bohai (China), Ásia central (região do Cáucaso) e na costa ocidental da África.
Arábia Saudita, Estados Unidos, Rússia, Irã e México são responsáveis por aproximadamente 40% da produção de petróleo. Também estão na lista dos grandes produtores a China, Canadá, Emirados Árabes Unidos, Venezuela, Kuwait, Brasil, Noruega, Nigéria, Iraque, Líbia, Equador, Cazaquistão e Argélia.
Teia de conhecimentos
Maiores países produtores de petróleo: Os países que possuem maior número de poços de petróleo estão localizados no Oriente Médio, e, por sua vez, são os maiores exportadores mundiais. Os Estados Unidos da América, Rússia, Irã, Arábia Saudita, Venezuela, Kuwait, Líbia, Iraque, Nigéria e Canadá, Cazaquistão, China e Emirados Árabes Unidos são considerados os maiores produtores mundiais.
- SAIBA UM POUCO MAIS !
Refinação
Para ser utilizado o petróleo não pode estar em estado bruto, necessita passar por um processo chamado de refino, nele o petróleo é aquecido em torres de aço, chamadas de torres de fracionamento (abaixo), onde, de acordo com a temperatura, obtêm-se os seus subprodutos como o óleo diesel, a gasolina, asfalto, solventes, plásticos, etc.
Apesar de toda essa necessidade de petróleo as reservas do minério não são encontradas em todos os lugares, as principais reservas estão concentradas no Oriente Médio (65%), golfo do México, sul dos EUA, lago de Maracaibo (Venezuela), Sibéria (Rússia) e golfo de Bohai (China). Atualmente, os maiores países produtores de petróleo no mundo são Arábia Saudita, Rússia, Estados Unidos, Irã, México e China.
Nem todos os países que possuem reservas petrolíferas utilizam toda a sua produção e acabam destinando o excedente para a exportação, conseguindo enormes valores em dólares para o país e colaborando para a manutenção do equilíbrio entre a oferta e a procura pelo produto. Os maiores exportadores de petróleo são Arábia Saudita, Rússia, Noruega, Venezuela e México.
O termo pré-sal refere-se a um conjunto de rochas localizadas nas porções marinhas de grande parte do litoral brasileiro, com potencial para a geração e acúmulo de petróleo. Convencionou-se chamar de pré-sal porque forma um intervalo de rochas que se estende por baixo de uma extensa camada de sal, que em certas áreas da costa atinge espessuras de até 2.000m. O termo pré é utilizado porque, ao longo do tempo, essas rochas foram sendo depositadas antes da camada de sal.
A profundidade total dessas rochas, que é a distância entre a superfície do mar e os reservatórios de petróleo abaixo da camada de sal, pode chegar a mais de 7 mil metros.
As maiores descobertas de petróleo, no Brasil, foram feitas recentemente pela Petrobras na camada pré-sal localizada entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo, onde se encontrou grandes volumes de óleo leve. Na Bacia de Santos, por exemplo, o óleo já identificado no pré-sal tem uma densidade de 28,5º API, baixa acidez e baixo teor de enxofre.
São características de um petróleo de alta qualidade e maior valor de mercado.
Entenda como foi formado o pré-sal
O pré-sal é uma sequência de rochas sedimentares formadas há mais de 100 milhões de anos no espaço geográfico criado pela separação do antigo continente Gondwana. Mais especificamente, pela separação dos atuais continentes Americano e Africano, que começou há cerca de 150 milhões de anos. Entre os dois continentes formaram-se, inicialmente, grandes depressões, que deram origem a grandes lagos. Ali foram depositadas, ao longo de milhões de anos, as rochas geradoras de petróleo do pré-sal. Como todos os rios dos continentes que se separavam corriam para as regiões mais baixas, grandes volumes de matéria orgânica foram ali se depositando.
À medida que os continentes se distanciavam, os materiais orgânicos então acumulados nesse novo espaço foram sendo cobertos pelas águas do Oceano Atlântico, que então se formava. Dava-se início, ali, à formação de uma camada de sal que atualmente chega até 2 mil metros de espessura. Essa camada de sal depositou-se sobre a matéria orgânica acumulada, retendo-a por milhões de anos, até que processos termoquímicos a transformasse em hidrocarbonetos (petróleo e gás natural).
No atual contexto exploratório brasileiro, a possibilidade de ocorrência do conjunto de rochas com potencial para gerar e acumular petróleo na camada pré-sal encontra-se na chamada província pré-sal, uma área com aproximadamente 800 km de extensão por 200 km de largura, no litoral entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo.
As reservas dessa província ficam a 300 km da região Sudeste, que concentra 55% do Produto Interno Bruto (soma de toda a produção de bens e serviços do país). A área total da província do pré-sal (149 mil km2) corresponde a quase três vezes e meia o estado do Rio de Janeiro.
A continuidade da escalada dos preços do petróleo no mercado internacional dominou a cena econômica nos últimos tempos. Foi atingido o nível de US$ 140 por barril, que representa a marca mais elevada de todos os tempos e que provoca um impacto direto nas estimativas de inflação para os próximos meses.
Dada a multiplicidade de emprego do petróleo, seja como insumo energético, seja como matéria prima essencial para produtos petroquímicos e derivados, uma ampla gama de produtos e de serviços sofre a influência de um aumento nos preços do petróleo. De fretes a fertilizantes, de resinas a anilinas, de plásticos a outros produtos de natureza orgânica, o efeito de uma elevação nos preços do petróleo é muito acentuado.
Parece claro, para todos os analistas, que teremos de conviver com preços muito elevados para os combustíveis e, portanto, com uma perspectiva de aceleração do quadro inflacionário mundial, ao mesmo tempo em que se adia a retomada do crescimento econômico nos Estados Unidos. Corroborando com essa visão menos otimista, as informações divulgadas ao final da semana mostram uma forte expansão no nível de desemprego nos Estados Unidos, que cresceu de 5 para 5,5%, nível que não era atingido há bastante tempo.
Por outro lado, diante dessas notícias, sem nenhuma indicação de que a crise das hipotecas
sub‐prime estaria próxima de seu final e em face das declarações do Presidente do Federal
Reserve no sentido de considerar adequado o atual nível da taxa de juros, os mercados financeiros internacionais viram sua expectativa de fortalecimento do dólar se desvanecer e operaram em acentuadas baixas na sexta‐feira.
Durante a semana que agora se inicia, com a divulgação do nível de inflação e da evolução das vendas no varejo nos Estados Unidos, será possível verificar qual o exato impacto que as medidas de redução das taxas de juros provocaram sobre as tendências de curto‐prazo naquela economia e como as expectativas de elevação de preços estarão alterando o humor do consumidor.
No Brasil, a semana encerrada apresenta mais evidências do mesmo quadro descrito em semanas anteriores. O real apresenta‐se fortemente apreciado em relação à moeda norteamericana, o que reduziu a competitividade das exportações brasileiras e foi responsável por um substancial déficit em conta‐corrente no primeiro quadrimestre do ano. As exportações registraram em maio o excepcional resultado de US$ 19 bilhões negociados num único mês, mas é fundamental que se ressalte a influência da elevação dos preços das comoditties sobre esses resultados. O que se viu é muito mais um efeito do crescimento dos preços do que uma elevação no quantum exportado.
Ao mesmo tempo, o consumo interno parece ser o grande fator de aceleração da economia, tanto no segmento de bens de consumo durável, como no mercado imobiliário. A combinação desse processo expansionista no consumo com a elevação continuada dos preços do petróleo que afeta fortemente os custos de vários outros produtos, vem produzindo um quadro de aceleração da inflação. De um patamar de 4,5% ao ano estimado para ocorrer em 2008 há cerca de um mês atrás, evoluímos agora para uma expectativa de 5,5% de crescimento nos preços. Aparentemente a inflação brasileira, da mesma forma que no resto do mundo, está experimentando um processo de crescimento, ainda que mais suave do que em outros países emergentes.
Por outro lado, as expectativas de crescimento econômico, que se situam agora em 4,7% neste ano, e de crescimento da produção industrial, que registram uma expectativa de 5,5%, foram aceleradas, o que proporciona boas perspectivas para a evolução do emprego nos próximos meses.
Também é importante analisar as tendências manifestadas no front externo. Neste particular, a evolução recente das operações mostra que as importações vêm crescendo em um ritmo bastante superior ao das exportações.
Os resultados de abril haviam sido muito ruins em termos de saldo negativo em contas correntes e isso levou a uma deterioração nas tendências do setor externo para 2008. Deveremos ter um déficit da ordem de US$ 23 bilhões, o que representaria um nível nunca antes alcançado pelas contas‐correntes do balanço de pagamentos. Como afirmamos anteriormente, este déficit poderá ser amplamente financiado pelo enorme afluxo de recursos externos, que deverá registrar pelo menos um volume da ordem de US$ 34 a 35 bilhões, quase no mesmo nível do alcançado em 2007.
No entanto é importante destacar que o grande saldo de divisas do país e a entrada de recursos sob a forma de investimentos estrangeiros diretos, conjugada com um também grande ingresso de investimentos em portfólio, não devem ser motivo para que haja descuidos neste setor.
É fundamental entender que a competitividade externa do país, no longo período, deve ser restaurada por meio de ações destinadas a elevar os investimentos em infra‐estrutura, em saúde e em educação, essenciais para promover uma expansão de produtividade que compense, pelo menos em parte, a apreciação da moeda local.
Se isso não ocorrer, estaremos a caminho de novos problemas externos, como nos períodos anteriores em que a moeda local se apreciou. País algum pode conviver com alentados déficits em conta‐corrente, por períodos prolongados.
......Petróleo na atualidade
Desde a Revolução técnico-científico informacional na década de 70, a produção e extração de petróleo aumenta ano após ano, devido às novas regiões do planeta que passaram pelo processo de industrialização acelerado e que vêm se mantendo até o momento, como no caso do sudeste asiático, em particular a China. Com novos atores no tabuleiro geopolítico, as forças pelo controle das reservas de petróleo no Oriente Médio e também em outras localidades – como na África – aumentaram.
Para confrontar o poderio militar e político dos países centrais – leia-se EUA e potências da Europa –, um grupo de países em 1960 formou uma aliança/cartel denominada OPEP (Organização de Países Exportadores de Petróleo), essa organização vincula diversos Estados do Golfo Pérsico (Árabia Saudita, Catar, Kwait, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos), da África (Angola, Argélia, Nigéria e Líbia) e da América do Sul (Equador e Venezuela). Esse grupo de produtores de petróleo influenciaram de maneira global o preço do barril, indo na contramão das chamadas “Sete Irmãs” (transnacionais do setor petroquímico que até então controlavam as reservas e o preço baixo do barril). Além disso, há a atual Rússia, que controla grande quantidade de poços na Eurásia, e entra no embate direto com EUA.
Essa jogada geopolítica alterou toda uma articulação política em torno desses países, já que eles passaram a determinar os preços e assim, influenciar diretamente na economia nacional de cada país que necessitava do óleo – EUA e países da Europa Ocidental.
Dessa forma, chegamos à configuração atual do jogo, onde há duas frentes: os países produtores tentando aumentar o preço dos barris e em muitos casos, diminuindo o ritmo de produção para que a demanda seja maior que a oferta (valorizando essa commodities no mercado internacional) e os países que demandam o óleo – EUA, os países da Europa Ocidental e outros emergentes como China e Índia, buscam tanto na intervenção militar – no caso dos EUA – como também acordos bilaterais para manter o fornecimento ininterrupto e com preços baixos.
Política e preços
A OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), uma entidade que reúne a maioria dos países do Oriente Médio, além de países produtores da África (Líbia, Nigéria, Gabão, Argélia) e a Venezuela, possui enorme poder de estabelecer a quantidade de petróleo a ser produzida e, portanto, influenciar o preço do petróleo, quando produzem mais petróleo o preço do barril cai e quando reduzem a produção o preço sobe.
O preço do barril também é influenciado pela instabilidade geopolítica nas áreas produtoras e nas vias de distribuição, além da especulação relacionada a investimentos nas bolsas de mercadorias e futuros e de petróleo. Desde a invasão do Iraque pelos EUA em 2003, o preço do petróleo que estava na casa dos U$17,00 o barril, apresentou uma enorme alta e ultrapassou os U$70,00 em março/06.
Reservas estratégicas
Reservas estratégicas
Mesmo com a alta do preço, o consumo de petróleo continua em alta. Os países dependentes da importação do produto têm apresentado um aumento no déficit de suas balanças comerciais. Embora o comércio continue aquecido e a economia mundial também continue a crescer, verifica-se um aumento das pesquisas em torno de outras matrizes que permitam uma menor dependência do petróleo e países que possuem reservas estratégicas, como os EUA, aumentaram a produção interna. Os países que mais importam petróleo no mundo são respectivamente EUA, Japão, Coréia do Sul, Alemanha, Itália e Índia.
O Brasil, que até pouco tempo era importador de petróleo, anunciou que já é auto-suficiente (isto quer dizer que o Brasil produz, pelo menos, o que consome) em 2006, com isso está menos sujeito às grandes incertezas quanto ao acesso do óleo, mas continuará a praticar os preços de mercado mundial internamente. Além disso, o país é um exportador de derivados de petróleo, principalmente, de gasolina. O grande problema desta medida é que as reservas de petróleo brasileiro se esgotarão mais rapidamente a se continuar neste ritmo de extração.
- SAIBA UM POUCO MAIS
Após a crise petrolífera de 1973, a Petrobrás modificou sua estratégia de exploração petrolífera, que até então priorizava parcerias internacionais e a exploração de campos mais rentáveis no exterior. Entretanto, naquela época o Brasil importava 90% do petróleo que consumia e o novo patamar de preços tornou mais interessante explorar petróleo nas áreas de maior custo do país, e a Petrobrás passou a procurar petróleo em alto mar. Em 1974 a Petrobrás descobre indícios petróleo na Bacia de Campos, confirmados com a perfuração do primeiro poço em 1976. Desde então esta região da Bacia de Campos tornou-se a principal região petrolífera do país, chegando a responder por mais de 2/3 do consumo nacional até o início dos anos 1990, e ultrapassando 90% da produção petrolífera nacional nos anos 2000.
Em 2007 a Petrobrás anunciou a descoberta de petróleo na camada denominada Pré-sal, que posteriormente verificou-se ser um grande campo petrolífero, estendendo-se ao longo de 800 km na costa brasileira, do estado do Espírito Santo ao de Santa Catarina, abaixo de espessa camada de sal (rocha salina) e englobando as bacias sedimentares do Espírito Santo, de Campos e de Santos. O primeiro óleo do pré-sal foi extraído em 2008 e alguns poços como Tupi estão em fase de teste, devendo iniciar a produção comercial em 2010.
Petróleo em prol do desenvolvimento da sociedade
- Sociedade em desenvolvimento
Com a fase da Primeira Revolução Industrial, buscou-se incessantemente a solução para as novas fontes energéticas, a princípio o carvão mineral foi à força motriz necessária às máquinas. O aperfeiçoamento e a velocidade produtiva exigiam uma combustão eficaz de maior potencial calorífico. A era do petróleo, principalmente como energia, desdobrou enorme impulso a tais satisfações estando na atualidade como sinônimo de "poder" e riqueza, resultando numa sociedade dependente desse recurso.
.
- O consumo energético
O desenvolvimento de uma sociedade está atrelado, entretanto, ao poder aquisitivo e de consumo dos indivíduos integrantes da mesma, em primeira instância da energia. A distribuição geográfica das fontes energéticas no mundo é irregular e, portanto, o seu gasto. A utilização desses recursos quadruplicou nos últimos cinquenta anos. Todavia, quase um terço da população (2 bilhões de pessoas) não dispõe de eletricidade. Segundo dados obtidos pelo Relatório sobre o desenvolvimento e a Agência Internacional da Energia (censo 2000), a parcela da população mais rica consome 58% da energia total, enquanto a classe mais carente responde por 4%. O petróleo e o gás natural somam juntos 55,5% das fontes consumidas no mundo.
De fato, o desequilíbrio apresentado liga-se à questão social e gera implicações diversas como fome, pobreza e dependência financeira dos países subdesenvolvidos.
Empregabilidades do petróleo como energia
O petróleo apresenta inúmeras aplicações energéticas, das quais podemos destacar:
* A produção de eletricidade em usinas termelétricas a partir do calor gerado pela queima do sumo do petróleo;
* Os veículos desempenham seus movimentos através da energia resultante da queima dos combustíveis fósseis;
* O gás de cozinha fundamental ao preparo de alimentos;
* Força motriz à rotação de motores e aparelhos diversos;
* Derivados como gasolina, éter, tíner, óleos e entre outros hidrocarbonetos. Como podemos observar, a energia decorrente do petróleo é indispensável para uma sociedade inserida no contexto do capitalismo vigente. Por isso pode-se afirmar que há extrema dependência das pessoas em relação ao "ouro negro".
Sociedade subordinada ao petróleo e a energia
Na atualidade seria difícil imaginar como seria uma realidade isenta do consumo energético.
Isso traz em vista uma relação de dependência entre as pessoas e o cobiçado "ouro negro".
A nossa sociedade depende do petróleo. Desde que este passou a ser usado, nos fins do século XIX, como combustível, ele tomou um papel cada vez mais importante. Hoje em dia é usado para produzir eletricidade, como combustível para a maioria dos meios de transporte e muitos usos domésticos, para produzir plástico, sem o qual a nossa sociedade seria muito diferente de como a conhecemos. Não existe qualquer dúvida de que a energia é de uma extrema importância para a nossa civilização. De fato, pode-se dizer que toda a economia está dependente dela, como já foi mencionado. Assim, é natural que ocorram certas reações de pânico quando é mencionado que as reservas de petróleo estão perto do seu fim. As reservas atuais são suficientes para manter a atual produção durante mais de 40 anos e o nível de reposição das reservas é bastante satisfatório. A demanda dos países desenvolvidos está praticamente contida aos níveis atuais e não cresce mais numa relação direta com o crescimento do PIB. Contudo a dependência energética é o reflexo deste quadro, que seus elementos mais que se completam para formar os pilares da globalização.
O FUTURO SEM PETRÓLEO
O que fazer quando o petróleo esgotar? É uma das questões que norteiam a razão das pessoas adaptadas ao seu massivo consumo. O petróleo é um recurso valioso, sem o qual a vida moderna, tal como a conhecemos, não seria possível. Em que é que o petróleo é fundamentalmente utilizado? Energia! O petróleo é uma das maiores fontes de energia mundial, e é utilizado quer como combustível quer para gerar eletricidade. Atualmente quase 40% do abastecimento de energia da União Européia provém do petróleo. A escassez do recurso afetaria a economia global de uma maneira brutal sem deixar precedentes.
Sem energia: a problemática mundial
Haveria um "apagão" ou mesmo uma paralisação no planeta nos âmbitos econômico, políticos e sociais. Hipoteticamente, uma catástrofe aterradora composta de conflitos em busca do valioso "ouro negro" vitimaria milhões de habitantes sem deixar precedentes. Nesse quadro, a tensão sobre as provisões do recurso está sempre a aumentar. A procura do petróleo vai continuar a crescer nos próximos 20 anos. Por outro lado, o mais provável é que os recursos existentes de petróleo não consigam dar resposta a este crescimento da procura. O petróleo vai continuar a ser uma fonte de energia importantíssima nos próximos anos, mas é evidente que precisamos desenvolver tecnologias e fontes de energia que nos permitam utilizar o petróleo da maneira mais eficiente possível.
Desestruturações econômicas
A economia na esfera global seria afetada homogeneamente uma vez que a escassez do recurso levasse a tal conseqüênciaNos países desenvolvidos (EUA, Inglaterra, Japão, Alemanha) a crise seria ainda mais aterradora já que dependem veementes deste recurso para alimentar os focos de suas economias. Por outro lado há enormes investimentos para a exploração do mesmo o que daria impulso às novas descobertas e assim aos seus eixos econômicos.A produção industrial estaria completamente estagnada com a ausência do recurso e, portanto, a circulação de mercadorias como calçados, bolsas, combustíveis, roupas, pneus, etc. As fontes energéticas, principalmente a eletricidade produzida em termelétricas esgotariam ocorrendo uma "escuridão" em determinados pontos da terra. Vários setores responsáveis pelo desenvolvimento socioeconômico estariam acarretados em detrimento da escassez do petróleo.
Reflexos globais
Os reflexos pela falta do petróleo seriam sentidos em escala global. Diante desse quadro podemos elencar alguns fatores resultantes desta crise: * Elevado preço dos subprodutos originários do petróleo;
* Industrialização altamente acarretada em virtude da crise;
* A global economia afetada de maneira generalizada;
* Paralisação em vários mecanismos do eixo socioeconômico mundial;
* Recorrência às pesquisas para objetivar o alcance a outras fontes energéticas alternativas oriundas da biomassa.
Como podemos observar, o conjunto de fatores está estreitamente ligado crise a energética mundial. Com isso acarretaria demasiadamente diversos setores das estruturas sociais.
Teia de conhecimentos
- Petróleo e riscos ao meio ambiente
Por se tratar de um produto com alto risco de contaminação, o petróleo provoca graves danos ao meio ambiente quando entra em contato com as águas de oceanos e mares ou com a superfície do solo. Vários acidentes ambientais envolvendo vazamento de petróleo (seja de plataformas ou navios cargueiros) já ocorreram nas últimas décadas. Quando ocorre no oceano, as consequências ambientais são drásticas, pois afeta os ecossistemas litorâneos, provocando grande quantidade de mortes entre peixes e outros animais marítimos. Nem sempre as medidas de limpeza conseguem minimizar o problema.
Você sabia?
- Ao sofrer decomposição no fundo dos oceanos sob alta temperatura e pressão, o fitoplâncton se transforma em petróleo. Porém, este processo pode durar muitos anos.
- No final do século XIX, com a invenção do automóvel com motor de combustão interna, o petróleo passou a ser uma das principais fontes de energia do mundo.
- É comemorado em 29 de setembro o Dia do Petróleo. E 28 de dezembro é o Dia do
Petroquímico (profissional que atua na indústria de produção de derivados de petróleo).










Nenhum comentário:
Postar um comentário